T-shirts de Autor

A Guadalupe Cláudio entrou pelo escritório do Merc’art, explicou que queria T-shirts diferentes, T-shirts que apelassem a uma Portugalidade mais actual, mais deste século. Mostrámos a arte dos nossos artistas e assim nasceram 4 T-shirts com a assinatura de talentos nacionais.

Uma das T-shirts, com ilustração de Luís Alegre
QUANDO

Junho 2019

O QUÊ

Ajudámos a Guadalupe Cláudio a criar uma colecção de T-shirts de Autor para a sua loja ‘Guadalupíssima’, usando o talento da Sofia Taboada, da Rita Ravasco, dos FalcaoLucas e do Luís Alegre.

Guadalupe Cláudio, a dona da Guadalupíssima
GUADALUPE CLÁUDIO

M: O que te levou a dar o teu nome neste projecto?

GC: Gosto imenso de Guadalupe, é o nome da minha querida avó e também o incluí no nome dos meus filhos. Em 2018, decidi mudar de vida, ter mais tempo para a família e dedicar-me a algo meu. A Guadalupíssima pretende ser um expoente máximo de sonho e concretização.

M: Teres trabalhado no Museu do Oriente durante tantos anos teve influência na tua paixão pela Arte?

GC: Trabalhei 14 anos para a Fundação Oriente, 10 dos quais no Museu do Oriente. Comecei por trabalhar numa colecção de arte etnográfica designada por Kwok On (com cerca de 16 mil peças oriundas de toda a Ásia) e estive nos últimos 10 anos a co-coordenar o Serviço Educativo do Museu do Oriente. Durante estes anos muitas foram as exposições e os artistas com os quais trabalhei.

Uma exposição encerra em si um desafio constante e oferece-nos uma infinitude de caminhos que podemos trilhar quando servimos de mediador para com o público. A paixão pela arte sempre existiu. Sinto a arte como um dos alimentos basilares do espírito. O artista tem a missão transcendente de penetrar a alma do Universo, fragmentá-la e tornar compreensíveis esses fragmentos aos outros.

A loja, na Rua da Madalena.
M: Qual o teu primeiro contacto com a Arte ?

GC: Penso que terá sido pela mão da minha avó Guadalupe que primeiro contactei com a arte. A minha avó era professora e grande adepta da educação pela arte. Os fins-de-semana e as férias eram sempre aproveitados para visitarmos museus, levarmos o gato António a passear no Jardim Gulbenkian, lermos, bordarmos e cozinharmos.

M: O desejo de abrires um negócio teu, uma loja tua, nasceu contigo, ou foi sendo descoberto ao logo da tua viagem?

GC: O sonho de criar a minha marca e abrir a minha loja foi crescendo ao longo dos anos e foi-se consubstanciando desde o ano passado pois até então não tinha tempo para pôr mãos à obra. Misturei o gosto pela moda, pela arte, pela história, pela “portugalidade”, pela comunicação, pela exclusividade, pela qualidade, pela valorização de artistas e artesãos locais e pela ecologia e surgiu a Guadalupíssima. É um prazer e um orgulho sentir que cada peça Guadalupíssima é especial. A moda é arte e como arte que é tem que ser especial. Abraço o conceito slow fashion e sinto que este traz felicidade a todos os elementos do processo. O tempo dá-nos espaço à contemplação e à produção de peças exclusivas com alma. Quem tiver uma peça Guadalupíssima sabe que as hipóteses de encontrar alguém com uma igual vão ser super diminutas.

Guadalupe (à direita) com Sofia Taboada.
M: Como começou o sonho deste projecto? O Porquê de t-shirts de autor?

GC: Num mundo massificado em todas as suas vertentes as tshirts de autor surgem como uma fuga ao cinzentismo do vazio que transporta em si o “tudo igual”. Empanturrada de ver Tshirts com sardinhas, galos de Barcelos e Eléctricos 28 – sabia e sentia que a Portugalidade se pode materializar em muitos mais temas. E quem melhor do que um artista português para saber interpretar “Portugalidades”? A saudade está-nos no sangue mas também a universalidade que representa ser português. Por isso escolhemos como temas, para esta colecção: “As Tágides”, “Vasco da Gama – O Pioneiro da Globalização”, “Batalha entre São Vicente e Santo António” e “Lisbon Surf Tour”.

M: O que te fez procurar um projecto como o Merc´Art? De que forma é que projectos como o Merc´Art podem ajudar ?

GC: O Merc’Art é uma lufada de ar fresco enquanto paradigma de galeria de arte, tem um conceito completamente adaptado ao Século XXI. A democratização da arte sempre foi um dos intuitos dos museus. Contudo, esta democratização tem a ver ,exclusivamente, com a contemplação das obras de arte in loco e não com a sua aquisição. O Merc’Art mistura artistas de renome e outros menos conhecidos, permitindo a colaboração entre estes e, tornando as maravilhosas obras que cada um dos seus artistas faz em exclusivo para o Merc’Art, acessíveis ao bolso do comum mortal.

M: O porquê da escolha destes quatro Artistas, e o que mais te atrai em cada um deles?

GC: Rigorosamente, todos os quatro artistas apresentados no Merc’Art são maravilhosos. Quando a Alexandra nos passou os portefólios foi uma grande dor de cabeça para mim que costumo tomar decisões com facilidade. Foi uma tarefa hercúlea escolher apenas quatro! Sabíamos os temas que queríamos e acabámos por escolher os artistas que achámos que tinham potencial para desenvolver em especifico cada um deles.

Seguindo por ordem alfabética os nossos “quatro magníficos” – escolhemos a fantástica dupla Falcão Lucas pela ousadia artística da arte digital que praticam – Quem mais transformaria uma sequência de palavras numa onda que, literalmente, mexe?; o reconhecido Luís Alegre com a sua identidade tão definida, sabendo misturar o inimaginável, tendo criado a melhor batalha de santos de sempre; A intrincada bomba de cor da arte de Rita Ravasco que desenhou um fantástico e pioneiríssimo Vasco da Gama; Sofia Taboada que desenhou uma enigmática Tágide do Séc. XXI que nos faz viajar para uma nova dimensão d’Os Lusíadas adaptada aos dias de hoje.

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