Tinhas razão, Frank.

Tinhas razão, Frank.

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Telas debaixo dos braços, reproduções nas malas e coração cheio: assim partimos em Maio para a primeira edição da Moniker International Art Fair em Nova Iorque.

Tínhamos sido convidados meses antes pela Directora Geral da feira, Tina Ziegler, para fazermos parte desta edição, enquanto Young International Gallery.  As hesitações foram algumas, as contas foram várias: estar presente numa feira de arte em Nova Iorque não é apenas uma enorme responsabilidade, é um investimento que corre sempre por conta própria, sobretudo quando se é um projecto como o Merc’art, que apenas fará dois anos de existência no final deste ano. Mas não são oportunidades que se desenhem todos os dias, e Nova Iorque não é uma cidade qualquer: há que ter coragem e arriscar, assim fizemos.

A Moniker é uma feira de galerias de arte, com sede em Londres. A diferença está no conceito da própria feira: dedicada ao subversive e street art, apresenta apenas trabalhos desta ordem. Em Londres, já existe há 10 anos; Brooklyn, em Nova Iorque, foi a sua estreia fora do Reino Unido.

Estar lado a lado com galerias que expunham trabalhos de FinDac, Hera (Herakut) ou Swoon, entre tantos outros, além de um privilégio, foi formação acelerada. Não apenas compreendemos que as dificuldades são as mesmas (com o alívio da maturidade deles e o consolo da nossa juventude) como reiterámos a ideia de que, quando o mundo é grande, não importa a idade, o que importa é a inovação que trazemos e como somos capazes de o fazer.  Lisboa está no mapa, sim, e os nossos artistas têm impacto junto de públicos exigentes.

À entrada da Moniker International Art Fair,,uma cabeça enorme da velhinha PAN AM recebia os visitantes. Não nos teríamos importado de a trazer para Portugal
À entrada da Moniker International Art Fair,,uma cabeça enorme da velhinha PAN AM recebia os visitantes. Não nos teríamos importado de a trazer para Portugal

Porque sabemos isso? A curadoria da Moniker é apertada: às young galleries apenas é permitido expor um número limitadíssimo de originais e transportar uma igualmente limitada selecção de reproduções. Ainda assim, hoje temos ainda mais a certeza do valor de todos e a garantia de que, como se diz em bom português, ‘mais houvesse, mais teriam sido reconhecidos’.

Aprendizagens? Muitas.  Em primeiro lugar, a de que o nosso posicionamento enquanto não-galeria tem o seu valor de inovação e a aceitação por parte das que, sendo galerias, e com reputação consolidada, nos viram como um par. Em segundo lugar que ser corajoso e enfrentar um mercado destes, é um investimento que se paga a si mesmo pelos frutos que traz. Em terceiro, que os nossos artistas têm lugar em qualquer parte do mundo.

Tina Ziegler e eu, no último dia da Moniker International Art Fair, num Marguerita-moment.
Tina Ziegler e eu, no último dia da Moniker International Art Fair, num Marguerita-moment.

Depois de Nova Iorque, será difícil que alguém nos pare: estamos neste momento a ponderar o convite para estar na 10ª edição da Moniker em Londres,  ainda este ano, e certamente estaremos em Madrid em 2019, durante a semana da A.R.C.O.

Caro Frank, Sr Sinatra, o senhor tinha toda a razão.

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